Ontem, os dois homens demonstraram que poltica  um jogo de verdades relativas - ou que um segundo turno de eleies zera acusaes e insultos trocados no primeiro.
MOSCOU - O presidente Boris Yeltsin e o general Alexander Lebed selaram ontem uma aliana com o objetivo de dar a Yeltsin a vitria no segundo turno das eleies presidenciais russas, no incio de julho.
Lebed vai tentar transferir para Yeltsin os 11 milhes de votos que lhe deram o terceiro lugar no primeiro turno, ajudando-o a derrotar o comunista Guenadi Ziuganov.
O economista Grigori Iavlinski, quarto colocado no primeiro turno, declarou, em entrevista transmitida pela televiso, ser contra o voto em Ziuganov.
Em troca, em plena campanha eleitoral, foi nomeado assessor de segurana nacional e secretrio do Conselho de Segurana, que assessora a presidncia em questes de defesa.
Mas no o indicou como vice-presidente, cargo que o colocaria direto na linha do poder caso o presidente no consiga concluir o mandato.
A grande incgnita da aliana de ocasio entre Yeltsin e Lebed  saber se o presidente est disposto a dar poder suficiente ao general para satisfazer suas ambies polticas, que no so pequenas.
Caram igualmente em desgraa, Yeltsin quando deixou o Politburo para seguir carreira poltica, em 1987, e Lebed em 1995, quando o ento ministro da Defesa, Pavel Grachev, o destituiu do comando do 14 Exrcito.
"No haver sublevaes", disse Lebed em entrevista  imprensa.
Os dois homens no se assemelham apenas na aparncia, um tanto rspida e grosseira.
Ambos so produtos das hierarquias soviticas - Yeltsin, do Partido Comunista; Lebed, da elite de praquedistas do Exrcito.
Yeltsin, 65 anos, j foi hospitalizado algumas vezes, com problemas cardacos.
Mas a escolha se mostrou desastrosa - Rutskoi foi excludo das decises de governo pelos assessores liberais do Kremlin, e se vingou denunciando as reformas econmicas do presidente.
Em 1993 liderou uma frustrada tentativa de golpe em Moscou e acabou na cadeia, de onde saiu mais tarde.
